O Câncer de Mama e a Psicologia

O Câncer de Mama e a Psicologia

30 de outubro de 2014 | Diário Catarinense

“Às vésperas do encerramento do Outubro Rosa, os números nos mostram que o câncer de mama ainda é um problema de saúde pública.

E o apelo, sete anos depois de lançada a campanha nacional, ainda é o mesmo: é necessário envolver a sociedade e os governos nessa luta.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é o que mais atinge as mulheres – 57 mil novos casos estimados no Brasil para 2014.

As projeções para Santa Catarina são de 57 casos a cada grupo de 100 mil mulheres. A idade ainda é um dos principais fatores de risco: quatro em cada cinco pacientes têm mais de 50 anos. O diagnóstico precoce da doença é o primeiro e mais importante passo para a cura.

O problema é que, apesar da divulgação maciça de informação, o câncer ainda é diagnosticado tardiamente. Na população mundial, a média é de 61%, após cinco anos.

Tão importante quanto a informação e a assistência médica é garantir às mulheres apoio psicológico, especialmente durante o tratamento. A terapia, neste contexto, fortalece a mulher e a leva muitas vezes a entender o câncer como uma oportunidade de olhar para si mesma. É a oportunidade de realizar uma profunda reflexão, de entender de maneira diferente seu jeito de viver a vida.

O alerta é especialmente importante para mim. Não apenas porque sou psicóloga. Considero essa causa minha porque sou mulher, por sentir a expressão da minha feminilidade e sensualidade. Por ter tido o privilégio de amamentar meus filhos. Essa causa é ainda particularmente minha porque vivo a experiência de um câncer de mama.

E por ter sido diagnosticada precocemente pelas minhas mãos, pelo autoexame.

Hoje, finalizando o tratamento, digo que o câncer me fez melhor e mais próxima das mulheres do mundo.

Agora meu desafio é convencer a tornar essa uma luta sua, seja mulher ou homem, idoso ou criança. A terapia fortalece a mulher e a leva a entender o câncer como uma oportunidade de olhar para si mesma.”

 

Telma Lenzi |Psicóloga e diretora-presidente Associação Instituto Movimento Florianópolis

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